24 September 2015

Candidatos às legislativas visitam a FPT

Com as eleições legislativas bem próximas, a FPT abriu as portas da Sede, em Lisboa, e recebeu os representantes dos partidos políticos que solicitaram reuniões e visitas durante os meses de agosto e Setembro.
A Federação recebeu a visita da CDU – PCP e da coligação Portugal à Frente (PSD – CDS/PP) nos dias 25 de agosto e 7 de Setembro, respetivamente.
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PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS E CDU
O deputado e atual candidato Bruno Dias, do Partido Comunista Português, o representante da CDU, Manuel Gouveia, e o membro do Comité Central do PCP, Carlos Carvalho, foram recebidos pelos associados e dirigentes da Federação, fazendo-se um ponto da situação dos problemas do Setor.
Em cima da mesa estiveram questões como: Uber, táxis clandestinos, concorrência desleal (tuc tuc, riquexós e outros operadores turísticos sem licença para serviço de táxi), regulamento das praças de táxi do Aeroporto e Porto de Lisboa, diplomas publicados como a portaria que regula a Lei 6/2013, sobre o acesso e formação para a actividade, e outras questões legislativas pendentes que tanto urge publicar para melhor regulação das questões do Setor (transporte de doentes não urgentes, transporte de crianças).
O representante da CDU apresentou o documento “CDU presta contas ao Setor do Táxi”, que refere os compromissos assumidos pelos comunistas nas reuniões realizadas com o Setor e nas iniciativas parlamentares entretanto efetuadas, nomeadamente, a apresentação de projetos de resolução, com propostas de medidas de defesa e apoio ao táxi, e na discussão das propostas de lei do Governo sobre o Setor, no âmbito da Assembleia da República.
O documento refere ainda as várias oportunidades em que o PCP questionou o Governo, bem como a audição realizada sobre o Setor no Parlamento por iniciativa do partido, de que a Revista Táxi e o Site da FPT também deram notícia.
Os representantes da CDU e do PCP manifestaram a sua disponibilidade para continuarem junto do Setor, promovendo iniciativas de apoio aos direitos dos industriais e profissionais do táxi. Para o PCP/CDU, “o Estado deve ouvir o Setor e deve assumir as suas responsabilidades”.
A Federação apelou aos candidatos para insistirem no seu trabalho sobre os clandestinos e Uber, no sentido de fazer cumprir a lei já em vigor, saudando as iniciativas tomadas pelo partido na defesa do Setor.

COLIGAÇÃO “PORTUGAL À FRENTE”
No dia 7 de Setembro foi a vez da coligação do PSD – CDS/PP “Portugal à Frente” visitar a Sede da FPT e de apresentar-se aos associados.
Os candidatos do PSD, Odete Silva, Sérgio Azevedo e Lina Lopes, e os candidatos do CDS/PP, João Gonçalves Ferreira, João Rebelo e Ana Rita Bessa, ouviram os responsáveis da Federação, que apresentaram a atual situação do Setor, e escutaram os testemunhos dos associados, com exemplos do que está a acontecer no terreno.
Carlos Ramos, presidente da FPT, congratulou-se por constatar que a coligação referiu que esta reunião e visita à Sede foram pedidas “no âmbito de contactos com instituições e entidades com papel relevante no distrito de Lisboa”, sublinhando as preocupações do Setor na atualidade.
O centrista João Gonçalves Ferreira agradeceu “a ajuda, sugestões, alertas e expetativas” da FPT e defendeu que “não deve ser o Governo mas as autarquias a definirem as regras, em regime de equidade social”, face à atividade da Uber e de outros operadores.
O candidato do CDS/PP, João Rebelo, referiu que “o tuc tuc é uma praga que tem que ser tratado como um complemento aos táxis e regulamentado”, acrescentando que devem ser os municípios a regular a sua atividade.
O candidato do PSD, Sérgio Azevedo, lembrou que os regulamentos em elaboração têm que ter a participação do Setor, de quem está no terreno. Em relação aos tuc tuc, considera que “há responsabilidades do Governo e das autarquias”, em patamares decisórios diferentes.
Referiu ainda que “é inquestionável que os tuc tuc perturbam os táxis e a realidade de Lisboa em geral”, e aconselhou, quanto à Uber, à união de todo o Setor, para redefinir a qualidade do seu serviço.
A Federação deixou, em ambas as visitas, bem vincada a posição do Setor, as suas preocupações e reivindicações, referindo que estas visitas à Sede geram expetativas junto dos associados, que anseiam por condições mais justas para a sua atividade, como meio de transporte ao serviço dos portugueses.

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