20 August 2016

Hillary Clinton censura conduta abusiva da Uber e de outras empresas semelhantes

A actual candidata presidencial emitiu uma ameaça velada à Uber, Lyft bem como a outras empresa que baseiam a sua força de trabalho em empresários
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Empresas de economias emergentes e flexíveis, que se baseiam a sua força de trabalho na utilização de empresários ou (trabalhadores 1099), podem ter um novo oponente na pessoa de Hillary Clinton.

Na segunda- feira, aquando do seu primeiro grande discurso sobre política económica, a candidata presidencial Democrática, acertou pontaria a Wall Street e exprimiu o desejo de aumento de salários para o americano médio. Também se referiu `a relação controversa, entre empresas emergentes e os seus trabalhadores.

Anteriormente, no seu discurso, Clinton disse que empresas de economia emergentes, proporcionam oportunidades de os trabalhadores receberem rendimentos suplementares. “Muitos americanos, estão a obter mais dinheiro, através do arrendamento de quartos, criando websites, vendendo produtos concebidos pelos próprios em casa, ou conduzindo os seus próprios carros”, Ela afirmou, no que pode ser interpretado como referências à Airbnb, Etsy, Uber e Lyft “empresas que criam oportunidades excitantes e criam inovação”. Clinton afirmou que,”Se levantam difíceis questões quanto a protecção dos locais de trabalho e da forma que o trabalho assumirá no futuro”.

De facto, a aplicação informática de deslocações partilhadas Uber está a enfrentar contestação, após a Comissão de Trabalho da Califórnia, numa ordenação não vinculativa, considerou que um condutor da Uber inicialmente baseado em São Francisco, não era um empresário em nome individaul da empresa, mas sim um trabalhador desta .Desde à longo tempo que a Uber afirma que é simplesmente a plataforma que liga os condutores aos passageiros. Com base nesta premissa, a Uber classificou os seus condutores como empresários, o que lhe tem permitido cortar muitas despesas vultuosas relacionadas com a lei laboral. Por exemplo: Não ter que pagar a segurança Social, seguro de desemprego (subsidio de desemprego), ou compensações por horas extraordinárias ou folgas. Outras empresas com modelos de negócio semelhantes – que fazem a ligação com trabalhadores que fornecem serviços – que também usam empresários como a sua força de trabalho, tem estado sob escrutínio similar. Trabalhadores de entregas ao domicílio da Postmates e Shyp, bem como o serviço de lavandaria Washio, que recentemente processou os empregadores, afirmando que eles devem ser considerados empregados e não empresários.

Como resultado deste processo, algumas empresas já estão a emendar a mão. Recentemente, ainda neste mês, a Shyp anunciou que iria reclassificar os seus”1099” trabalhadores – a referencia para a designação fiscal de empresários independentes – para empregados do tipo W2, A Instacart, uma startup da entrega de mercearias, anunciou medidas similares para Junho.
E, se depender de Hillary Clinton, mais empresas ir-se-ão juntar, num esforço para garantir que os americanos sejam pagos de forma justa pelo seu trabalho. Acrescentou :” ira fazer pressão sobre os patrões que exploram trabalhadores classificando-os como empresários ou mesmo roubando os seus ordenados.

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