25 July 2016

Desregular, eliminar, liberalizar: nesta concorrência vale tudo.

A FPT chumba as recomendações da Autoridade da Concorrência para o Transporte de Passageiros em Veículos Ligeiros com Motorista.
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Em relatório conhecido na passada quarta-feira e agora em discussão pública até dia 9 de setembro, a Autoridade da Concorrência aconselha o Governo a eliminar a contingentação, a liberalizar preços e a limitar a regulação da qualidade. Ora, cabe à FPT, em nome do decente serviço público do transporte de passageiros, denunciar as ideias perigosas que se recomendam que, a serem aplicadas, iriam destruir 20 anos de construção de normas para a devida regulação do setor táxi. Em nome de uma propalada modernidade, quase toda a frota automóvel circulante e quase todos os cidadãos poderiam, de acordo com este relatório, prestar o serviço de transportes de passageiros, sendo que, os requisitos de acesso à atividade ficariam moldados à vontade de interesses ainda pouco claros. Mais, a desregulação aconselhada não defende os atuais profissionais do táxi e muito menos a segurança dos passageiros. A FPT continua disponível para todo e qualquer diálogo sério sobre o futuro da mobilidade urbana, mas nunca será cúmplice de uma regressão social que pode destruir todo um setor económico.

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