29 June 2016

Uber “disfarça” tarifa dinâmica no estrangeiro

FPT critica ausência de esclarecimento ao público
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“A gravidade da situação ilegal da Uber continua a criar polémica e os exemplos vindos de fora são evidência de práticas ilegais e pouco transparentes”, sublinha Carlos Ramos, presidente da Federação Portuguesa do Táxi, comentando as notícias recentes, no Brasil, sobre a adoção por parte da plataforma digital de “tarifas fixas”, tendo sido também realçado pela imprensa que a Uber vai “esconder avisos de tarifa dinâmica”.
“Não deixaremos que estes métodos de engano ao passageiro se imponham em Portugal, pois defendemos o interesse público, bem como os direitos do Setor do Táxi”, afirma o dirigente.
Foi divulgado que a Uber, em vez de mostrar uma estimativa do custo da viagem e de estabelecer o custo final com base no tempo e na distância percorrida, poderá definir um preço fixo mesmo antes de o passageiro confirmar se vai ou não pedir um carro. “Mais grave ainda é o que está a ser anunciado sobre a tarifa dinâmica, que ficará “disfarçada” no montante final”, salienta o presidente, comentando a informação divulgada na imprensa brasileira. Até agora, o passageiro é informado previamente sobre o fator, assente na procura, a que corresponde a tarifa dinâmica (por exemplo, 1,5x o valor normal), podendo aceitar ou não o serviço. Segundo o publicado, com o sistema que a implementar pela Uber, o passageiro verá o custo final da viagem, já com a tarifa dinâmica dinâmica incluída e com apenas uma pequena indicação de “procura aumentada”, sem outros avisos. “As mudanças que a Uber pretende realizar no estrangeiro são camufladas pela sua intenção de simplificação para o cliente”, observa Carlos ramos, pois a plataforma defende que a “informação sobre a tarifa dinâmica confunde o passageiro”. “É perturbadora a ideia de que o consumidor deixará de saber exatamente quanto paga a mais em viagens que ocorram num período de maior procura”, acrescenta.
“Sabendo que nos Estados Unidos [em Nova York, Miami, San Diego, Filadélfia, Seattle, e Jersey] já está a ser testada esta nova e pouco transparente modalidade, bem como na Índia [em Mumbai, Kolkate, Hyderabad, Chennai e Nova Delhi], a Federação alerta para os perigos desta “invasão”, afirmando que “não desistiremos de combater esta ilegalidade em todos os patamares do Poder em Portugal”.

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