5 April 2016

Não haverá paz no Setor sem posição firme do Governo

Associações dos táxis em conferência de imprensa conjunta
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“Estamos a defender o Setor e o público de uma atividade ilegal, que nos lesa a todos, perante a falta de vontade política para resolver este problema”. As palavras são duras e evidenciam a revolta que está a sentir-se entre o Setor do Táxi. As associações realizaram uma conferência de imprensa hoje, 5 de abril, no Hotel Berna, em Lisboa.
“Não vai haver paz no Setor enquanto o Governo não acabar com este crime, esta atividade ilegal da Uber, que prejudica o País e os cidadãos”, disse Carlos Ramos, presidente da Federação Portuguesa do Táxi. Os jornalistas escutaram a posição do Setor, que recusa “vender-se por um pacote de medidas governamentais que leve à legalização da Uber”. As associações divulgaram um documento que contém as linhas gerais da posição conjunta do Setor e informaram que vai decorrer, a partir da segunda semana de abril, uma ação de sensibilização do Setor e da opinião pública.
“Queremos sensibilizar o público e gostaríamos que participassem nas iniciativas do Setor, pois as pessoas são as principais prejudicadas, enquanto cidadãos, com a ilegalidade da Uber”, alerta a FPT.
O presidente da FPT afirma que “a coisa pública, a República, também está posta em causa com esta passividade de quem governa. Afinal, não se cumpre a lei, e a plataforma continua a sua atividade ilegal impunemente, à revelia da sentença de um tribunal e das declarações do ministro do Ambiente, que reafirmou a ilegalidade da Uber em Portugal”. A Federação aguarda ainda resposta da 6ª Comissão Parlamentar – Economia e Obras Públicas, que ouviu as associações sobre esta matéria. A 6ª Comissão da AR ainda não enviou o relatório, pedido pela FPT, sobre as audições realizadas há meses. A FPT aguarda ainda a posição final da Procuradoria-Geral da República que não se pronunciou sobre a queixa-crime apresentada pela Federação, e apesar de algumas diligências efetuadas pelo Ministério Público.
Questionados pelos órgãos de comunicação social sobre o tipo de iniciativas a desenvolver, os presidentes das associações sublinharam que a intenção do Setor é “mostrar o descontentamento dos profissionais do táxi, sem violência mas com toda a veemência que a situação impõe”.
“A FPT tem sempre defendido que o diálogo responsável deve ser acompanhado de ação coerente com os princípios com que defendemos o Setor”, salienta Carlos Ramos.
Está a ser convocada uma sessão de esclarecimento com os associados e todos os industriais para o dia 9 de abril, no Hotel Berna, em Lisboa. Em cima da mesa continua a ação do Setor e as conversações com o Governo, para preparação das medidas a realizar face à questão Uber.
No Porto, no próximo dia 16 de abril, pelas 15h00, vai realizar-se outra sessão de esclarecimento para o mesmo fim, no Hotel Antas.
Em Faro e em Coimbra, as sessões de esclarecimento também estão a ser preparadas. O dia 29 de abril será o culminar das ações a desenvolver pelas associações.

Documento com posição conjunta do Setor

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