20 February 2016

Ministro do Ambiente recebeu associações do Setor do Táxi

Nova reunião agendada para 14 de março
Article Image

As associações representativas do Setor reuniram-se ontem, 25 de fevereiro, em Lisboa, com o ministro do Ambiente para discutir a situação da UBER, na sequência da manifestação espontânea do passado dia 24 de fevereiro, no aeroporto da Portela.
“O senhor ministro teve a humildade de nos dizer que não estava muito dentro do assunto e que precisava de tempo para estudar a questão”, disse aos jornalistas o presidente da Federação Portuguesa do Táxi, Carlos Ramos, que realçou que as duas organizações decidiram esperar até 14 março, data da nova reunião no Ministério do Ambiente, para ver qual a posição que o ministro João Pedro Matos Fernandes vai defender.
Carlos Ramos salientou também que “há que sensibilizar a opinião pública para a justeza das nossas reivindicações”, acrescentando que as iniciativas a preparar, tendo como ponto de partida “o diálogo construtivo, mas não eterno” com o poder político, “devem ter em consideração, acima de tudo, a denúncia da ilegalidade da Uber, o respeito pelo público - pelos nossos passageiros, e a veemente chamada de atenção ao Governo para a força da nossa razão”.
As associações afirmam que a plataforma Uber viola as leis da República Portuguesa e os dirigentes referem que, até agora, o que tem acontecido é “um empurrar com a barriga”, por “medo de enfrentar uma multinacional como aquela”.
A FPT afirma que o problema é político e que é preciso “acabar com a Uber no País”, exigindo a “apreensão dos carros ao serviço daquela plataforma ilegal e o agravamento das coimas”.
Segundo afirmaram os dirigentes da FPT e da Antral, o ministro do Ambiente prometeu ao Setor que se esforçará para fiscalizar a atividade da Uber.
Na reunião participaram também o secretário de Estado adjunto e do Ambiente, José Mendes, e o presidente do IMT, IP, Paulo Andrade.
As associações sublinharam o alerta quanto às declarações do ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, no Parlamento. “Temos que estar atentos a novas formas de concorrência e temos de ter consciência de que não é por decreto que elas são anuladas”, disse então o governante. As associações contestam e manifestaram a urgência de “suspensão da atividade ilegal da Uber, no cumprimento da lei e das deliberações judiciais” sobre a matéria.
Depois de hora e meia de reunião, as associações prestaram declarações aos jornalistas e consideraram que o dia 14 de março é o fim do prazo para a resolução desta situação, salientando que “há limites para a espera” e que “primeiro pretendemos ver a aplicada a lei e combatida a ilegalidade da Uber, para depois concretizarmos o diálogo sobre o futuro”. A partir do resultado desse encontro, serão decididas novas ações de protesto contra a Uber.

Leia a sua Revista Táxi!

Voltar à Homepage

Back to Top